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Faça uma lista dos sonhos que tinha....
Crôhnicas - Edição #08
faça uma lista...
faça uma lista dos sonhos que tinha, quantos você desistiu de sonhar? é uma questão existencial cantada por Oswaldo Montenegro.
PONTO DE VISTA
Na foto passada ou no espelho de agora?

Em minha recente jornada de introspecção, venho contemplando as reviravoltas da vida. Os últimos cinco anos trouxeram mudanças inesperadas e significativas: uma nova cidade, o matrimônio, alterações na carreira, e até mesmo os problemas e as delícias da compra e reforma de um novo lar.
Tais mudanças me fazem recordar uma entrevista de emprego que participei em 2009, onde me perguntaram: "Como você se imagina daqui a cinco anos?" Naquela época, a pergunta me parecia complexa, mas a realidade mostrou que a vida é ainda mais surpreendente.
Avançando cinco anos, em 2014 realizei sonhos como o mestrado e uma viagem memorável que incluiu visitas ao Museu do Hergé na Bélgica e ao Louvre em Paris.
Essas experiências me levam a refletir sobre a música "Parisienne Walkways" de Gary Moore, lançada em 1979. Esta obra evoca a emoção e melancolia de passeios pelos cenários pitorescos e românticos de Paris. Moore, com sua icônica guitarra Les Paul, transporta os ouvintes para um estado de reflexão sobre dias passados em cafés de esquina, imersos em uma nostalgia quase palpável.
Sem dúvidas, "Parisienne Walkways" é uma das minhas músicas preferidas! Eu recomendo que você a conheça:
Paralelamente, a música "Time" do Pink Floyd, do excelente álbum "The Dark Side of the Moon" de 1973, nos confronta com a percepção da mortalidade e a passagem do tempo. Com sons de relógios e sinos, ela cria uma urgência sobre o tempo que escapa, enquanto estamos presos na rotina diária. A música é um lembrete de que a vida é curta e um incentivo para aproveitar cada momento, abordando também a aceitação da inevitabilidade da velhice e da morte.
Eu também recomendo que você conheça “Time”:
Estas reflexões me remetem ao livro "A Biblioteca da Meia-Noite" de Matt Haig, o último que li. A história de Nora Seed, entre a vida e a morte, numa biblioteca mágica onde cada livro representa uma versão diferente de sua vida, é uma poderosa meditação sobre as escolhas e possibilidades da existência. O livro nos faz questionar: quão significativas são as menores decisões em nossa jornada? E como apreciar a vida que temos, ao invés de ansiar por outras não vividas?
Em resumo, enquanto percorremos o caminho da vida, encontramos uma série de cruzamentos e encruzilhadas. Cada escolha, cada passo, nos leva a uma nova direção, tecendo a tapeçaria única de nossas experiências. Às vezes, a melancolia e a nostalgia nos visitam, mas, como as músicas e histórias que nos tocam, elas são lembretes valiosos da riqueza e profundidade de nossas vidas. Afinal, é na reflexão e na contemplação que encontramos os verdadeiros significados de nossa jornada.
Até a próxima edição!
SOBRE A MINHA MESA

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A Biblioteca da Meia Noite
Em A Biblioteca da Meia-Noite, a protagonista Nora Seed se vê exatamente na situação pela qual todos gostaríamos de poder passar: voltar no tempo e desfazer algo de que nos arrependemos. Diante dessa possibilidade, Nora faz um mergulho interior viajando pelos livros da Biblioteca da Meia-Noite até entender o que é verdadeiramente importante na vida e o que faz, de fato, com que ela valha a pena ser vivida.